terça-feira, 27 de julho de 2010

Dica de livro: O Fator Melquisedeque

A cultura indígena ou pagã é um mau a ser combatido pelos missionários? O fato de a Bíblia ter sido escrita por judeus faz com que este povo seja mais privilegiado que os demais? As pessoas que morrerem sem serem alcalçadas pelo Evangelho poderão ser salvas? A crença num Deus único é fruto da evolução de religiões politeístas tribais? As respostas para essas e outras perguntas podemos encontrar no livro "O fator Melquisedeque", do missionário estadunidense Don Richardson (editora Vida Nova).

O livro recebeu esse nome em referência ao personagem bíblico Melquisedeque, para o qual Abraão prestou homenagem, conforme a Bíblia registra em Gn 14. Não obstante ter sido pouco mencionado nas Escrituras, Melquisedeque evidencia que Deus também se revelou à pessoas que não faziam parte da linhagem abraãmica, desde tempos remotos. E que o fato de não serem filhos de Abraão não as fazem menores, mas pelo contrário. Richardson argumenta a respeito da grandeza de Melquisedeque citando a profecia de Sl 110.4, que afirma que Jesus Cristo é sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedeque, indicando que essa ordem é maior que a ordem levítica, que tem origem em Abraão.  

Recheado de testemunhos fascinantes do próprio missionário, em tribos da Ásia e Oceania, inclusive em meio a praticantes de canibalismo, "O fator Melquisedeque" é um livro surpreendente, que deve ser livo por todos que são ou que desejam ser missionários. Mas que - graças à sua linguagem acessível e à sua narrativa envolvente - merece ser lido por todos os cristãos que desejam ampliar sua visão sobre povos pagãos.

EF