sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Evangélicos serão maioria no Brasil em 2022. O que você acha disso?




Uma recente estimativa da SEPAL, baseada em dados do IBGE, aponta que a população evangélica brasileira deverá ser de 106 milhões de pessoas, ou seja, 51,4% do total da população do Brasil em 2022, constituindo, portanto, maioria absoluta no país daqui a 12 anos. Para que isso ocorra, basta que a proporção de crescimento dos últimos anos se mantenha mais ou menos constante nos próximos anos. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

É um crescimento bastante relevante, se considerarmos os dados do IBGE. Segundo estimativas do instituto, o Brasil possui atualmente cerca de 45 milhões de evangélicos, o que representa 23,8% da população brasileira. O último censo realizado no Brasil, no ano 2000 (pois o de 2010 ainda está sendo realizado), apontou que havia no Brasil 26,02 milhões de evangélicos, o que correspondia a 15,4% da população daquele ano. Dessa forma, caso as estimativas se confirmem, o número de evangélicos no Brasil deverá mais que dobrar em relação a 2010 e quadruplicar em relação a 1991.

De acordo com a SEPAL, desse total de evangélicos, boa parte será composta por pentecostais ou neo-pentecostais. Isso porque, segundo os pesquisadores, esses dois grupos atuam mais intensamente na comunicação de massa e na pregação extremamente voltada para salvação, se comparados com os evangélicos históricos (presbiterianos, batistas, metodistas, luteranos, etc.). Mas os pentecostais não perderão espaço para os neo-pentecostais, pois além de serem a grande maioria, os pentecostais crescerão em torno de 7,5%, contra 6,7% dos neo-pentecostais.

 A SEPAL estimou ainda a evolução no número de igrejas evangélicas no Brasil. De acordo com a pesquisa, o número de igrejas, que em 2000 foi de 141.540, deve chegar a 289.701 este ano e evoluir para 575.402 em 2022. Um número esperado, tendo em vista o crescimento de evangélicos no período, mas os pesquisadores fazem uma observação: à medida que a igreja cresce, a razão membresia / freqüência tende a cair.

Diante de todos esses números, fica uma pergunta: há motivos para comemorar? Ao leitor, deixo a resposta.

EF

2 comentários:

Pr. Davi e Patrícia Fenner disse...

Creio que continuará havendo crescimento númerico (os dados do IBGE 2010 vão apontar isso e talvez até confirmar a projeção feita pela SEPAL); isso é bom a medida que conscientizamos as pessoas a desenvolverem sua função missionária, para não nos tornarmos um corpo obeso, mórbido sem movimento!
Deus nos dê graça nesta tarefa!!

Philadelfia - Evangelismo e Louvor disse...

Creio que a possibilidade é real, no entanto, temo que, como já vemos nos dias atuais, seja somente um crescimento numérico, sem crescimento QUALITATIVO.

Eu espero que essa nova onda de protesto e clamor pela melhoria da qualidade cristã, manifestada PRINCIPALMENTE na blogosfera cristã, seja ouvida e atendida.

Deus continue abençoando sua vida para que, através desse blog, muitas pessoas sejam abençoadas e despertadas pelo conteúdo das mensagens aqui postadas.

Um abraço,

Em Cristo,

Elian Soares
www.evangelismoelouvor.com